Já por muitas vezes tinha pensado em criar este espaço, para te poder dirigir as palavras que ainda não percebes e aquelas que muitas vezes, pela distância, por estar ausente, não te posso dizer.
Mas só hoje, dois dias depois de fazeres 16 meses, é que o fiz. Não sei porquê, não me perguntes. Talvez por sentir cada vez mais a distância, naqueles longos dias da semana em que não estou contigo. Talvez por me sentir cada vez mais triste quando chego a casa e tu já dormes. Talvez porque de manhã apenas te posso dar um beijo, quando (muitas vezes) ainda dormes, e dizer-te até amanhã.
Talvez por tudo isto, não sei… Talvez por muito mais…
Não sei com que assiduidade vou escrever. Não sei o que aqui vou dizer. Só sei, D., que o vou fazer para ti. Para que mais tarde saibas (e leias) que o teu pai sempre te amou muito, certo que irei ter a possibilidade de te dizer isso pessoalmente muitas vezes.
Neste primeiro post, só quero dizer mais uma coisa. Agradecer à tua mãe o excelente trabalho que tem feito contigo, muitas vezes sem mim, e que é a principal responsável por estares a crescer como estás: rápido (muito rápido) e feliz…
Sois o que de mais importante tenho.